Jogos de tabuleiro para aprender História sem perceber

Uma seleção de "Jogos de tabuleiro para aprender História sem perceber, estratégia, linha do tempo e tomada de decisão. Ótimos para jogar em família, com amigos ou em projetos de sala de aula – e ainda render repertório pra prova e redação.

ESTUDAR HISTÓRIAVARIEDADESJOGOS

Charles M. Müller

12/31/20256 min ler

Por que jogos de tabuleiro ajudam a aprender História?

Quando a gente pensa em aprender História, geralmente vem à cabeça:

  • texto longo;

  • data, nome, lugar;

  • prova, redação, trabalho.

Mas dá pra aprender muita coisa brincando, principalmente com jogos de tabuleiro e cartas bem escolhidos.

O que esse tipo de jogo ajuda a treinar:

  • noção de tempo (antes, depois, durante);

  • estratégia e tomada de decisão;

  • percepção de conflito, negociação e alianças;

  • leitura de mapas e territórios;

  • empatia e imaginação (se colocar no lugar de povos, reinos, exércitos, civis).

Neste texto, a ideia não é transformar jogo em prova, e sim mostrar como alguns jogos podem ser aliados da História:

  • em família;

  • com amigos;

  • ou em projetos de sala de aula.

No final, deixo uma lista de jogos com comentários e espaço pra você clicar, ver detalhes, avaliações e preço nas principais lojas online.

Como usar jogos de tabuleiro nos estudos de História

Antes da lista, algumas formas práticas de usar esses jogos:

  • Em família ou com amigos
    Jogar sem “clima de aula”, mas puxar conversa depois:
    “Esse mapa aqui lembra qual guerra real?”, “Esse tipo de aliança já aconteceu na vida real?”

  • Na escola / projetos de História

    • Semana de História;

    • clube de jogos;

    • fechamento de unidade (jogar pra retomar conteúdos vistos).

  • Como repertório pra redação
    Alguns jogos ajudam a pensar temas como guerra, colonização, imperialismo, conflitos de fronteira, recursos naturais.
    Vale citar em redação como exemplo de representação lúdica de situações históricas.

Agora sim: vamos aos jogos.

1. WAR (Grow) – geopolítica em formato de jogo

Clássico brasileiro, WAR coloca cada jogador no comando de exércitos tentando conquistar territórios em um mapa-múndi.
É “brincadeira” de dominação mundial, mas por trás tem muita coisa útil pra História.

O que se aprende jogando

  • Noção de mapa-múndi e regiões;

  • Ideia de fronteira, continente, ponto estratégico;

  • Lógica de alianças temporárias e traições (política pura);

  • Como a distribuição de recursos/territórios muda o jogo.

Como usar com História

  • Depois de jogar, comparar o mapa de WAR com mapas históricos (Impérios coloniais, Guerras Mundiais, Guerra Fria);

  • Perguntar: o que o jogo simplifica demais? o que ele ignora (povos, civis, economia)?

  • Puxar debates sobre imperialismo, disputa por territórios e recursos.

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2. Timeline Twist – organizando a linha do tempo

A família de jogos Timeline trabalha com cartas que trazem invenções ou eventos de um lado e a data do outro.
Você precisa colocar as cartas na ordem correta da linha do tempo – e é aí que a História aparece.

O que se aprende jogando

  • Noção de antes/depois (anterioridade e posterioridade);

  • Surpresas históricas: coisas que a gente acha antigas e são recentes – e o contrário;

  • Comparação de períodos, invenções, revoluções.

Como usar com História

  • Antes ou depois de uma aula de linha do tempo, jogar algumas rodadas;

  • Pedir pros alunos criarem novas cartas com fatos estudados (Brasil Colônia, Independência, Ditadura etc.);

  • Usar como aquecimento de aula ou atividade de revisão.

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3. 7 Wonders – construindo civilizações

Em 7 Wonders, cada jogador desenvolve uma civilização em torno de uma das “maravilhas do mundo antigo”.
Você escolhe cartas que representam construções, comércio, ciência, exército, cultura… e tenta equilibrar tudo isso.

O que se aprende jogando

  • Ideia de civilização como algo que envolve muito mais que guerra;

  • Importância de recursos naturais e rotas comerciais;

  • Percepção de que decisões de hoje impactam desenvolvimento lá na frente.

Como usar com História

  • Ligar o jogo a conteúdos de Antiguidade (Egito, Grécia, Roma, cidades-Estado);

  • Discutir o que o jogo representa bem (comércio, ciência, cultura) e o que fica de fora (escravidão, conflitos internos, desigualdade);

  • Usar como exemplo em redação quando falar de civilizações antigas, desenvolvimento, urbanização.

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4. Catan (Colonizadores de Catan) – recursos, colonização e expansão

Em Catan, os jogadores colonizam uma ilha fictícia, constroem estradas, vilas e cidades usando recursos como madeira, tijolo, trigo, lã e minério.
Não é um jogo “histórico” direto, mas conversa demais com temas de História.

O que se aprende jogando

  • Gestão de recursos naturais e comércio;

  • Expansão territorial e disputa por espaços melhores;

  • Negociação entre jogadores (trocas, acordos, “parcerias”).

Como usar com História

  • Puxar paralelos com colonização real (disputa por terras, recursos, rotas comerciais);

  • Discutir quem ganha e quem perde na lógica “colonizador-colonizado”;

  • Falar de imperialismo, fronteira agrícola, ocupação de territórios.

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5. Dixit – imaginação histórica e interpretação de imagens

Dixit não é um jogo “de História”, mas é perfeito pra trabalhar algo que a gente usa direto em aula e redação: interpretação de imagens e construção de narrativas.

Cada carta é uma ilustração cheia de detalhes, metáforas e simbolismos.
Um jogador descreve a carta com uma frase ou pista, e os outros tentam adivinhar qual é a carta certa entre várias na mesa.

O que se aprende jogando

  • Leitura de imagens complexas;

  • Criação de frases, metáforas, pistas;

  • Exercício de imaginação e empatia.

Como usar com História

  • Pedir pros alunos associarem cartas a acontecimentos históricos (“essa carta lembra mais qual período? por quê?”);

  • Usar imagens do jogo como ponto de partida pra histórias curtas ligadas a temas históricos (Revolução Francesa, Ditadura, Idade Média etc.);

  • Trabalhar interpretação de imagens, algo muito cobrado em provas e livros didáticos.

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Dicas para professores (e para quem estuda)

Algumas dicas pra usar esses jogos sem transformar tudo em prova:

  • Primeiro joga, depois conversa
    Deixa o momento do jogo ser realmente jogo. A parte “pedagógica” vem depois, na reflexão.

  • Perguntas abertas
    Em vez de “que ano foi isso?”, perguntar:

    • “Isso te lembra qual período da História?”

    • “Que situação real poderia ser parecida com essa do jogo?”

  • Produção pós-jogo

    • pedir um pequeno texto, mapa mental ou quadrinho inspirado no jogo;

    • propor que os alunos inventem um evento histórico pra virar carta de Timeline, por exemplo.

  • Conectar com redação
    Usar os jogos como exemplo em argumentos:
    “Assim como nos jogos de conquista de territórios, na História real a corrida por recursos e poder levou a conflitos como o imperialismo do século XIX…”

Fechando a jogada

Jogo de tabuleiro não substitui livro, aula nem debate.
Mas pode ser um jeito muito inteligente de:

  • puxar curiosidade;

  • visualizar conflitos, mapas, processos;

  • criar memória afetiva com temas de História.

Se você é professor, vale testar pelo menos um desses jogos com alunos, nem que seja em projeto pontual ou clube de jogos.
Se você é estudante ou curioso, pode transformar aquele fim de semana de jogo em laboratório de História disfarçado.

Se curtiu as ideias, salva este post, manda pra alguém que adora jogos e História, e quando for montar seu “arsenal” de tabuleiros, dá uma olhada na lista de jogos aqui em cima – ela foi pensada justamente pra isso: aprender, se divertir e, de quebra, fortalecer o História com Bolacha. 🍪🎲